segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

TEMA IV - Tecnologias digitais e "desconstruções pedagógicas"

A imagem como recurso de aprendizagem
A imagem (fixa ou em movimento) e os memes icónicos podem funcionar como recurso estratégico de aprendizagem de saberes (trans)disciplinares e de desenvolvimento contextualizado e integrador de várias literacias. Viabilizam uma abordagem multirreferencial, denunciadora de valores culturais, estéticos, ideológicos, sociológicos, antropológicos...

A adesão emocional a estes recursos é, per si, um meio facilitador de aprendizagem.
Se o relevo da imagem advém de vivermos numa sociedade extremamente mediatizada, os memes resultam de uma cibercultura, em que todos podemos ser consumidores e/ou produtores. Daí a necessidade de se explorar, conveniente e pedagogicamente, a imagem e os memes em contexto educativo.

Se na etapa de pesquisa/planificação, o docente optar um uma imagem e/ou meme com pendor humorístico, com certeza que reforçará a atenção e a motivação dos alunos. O humor pode funcionar como estratégia comunicacional, pedagógica, emocional e intelectual, potenciadora de concentração, cooperação e aprendizagem. Além disso, sendo o humor um espelho de valores sociais, ideológicos, relacionais, afetivos, políticos… da sociedade de onde emerge, possibilita um olhar crítico sobre a vida e a existência humana, tão importante para a construção de um indivíduo pensante, gregário e com valores societais de civismo e cidadania.

Contudo, no momento da Planificação, o docente deverá ter alguns cuidados: selecionar, criteriosamente, a imagem e os memes, eventuais ferramentas digitais e elaborar grelha(s) de visionamento. Tudo em função da pertinência e adequabilidade aos objetivos e conteúdos pedagógicos, do grau de maturidade dos alunos e de outros fatores considerados relevantes.

Exploração de recurso imagético – Etapas
Pré-visionamento: ativação de conhecimentos prévios, criação de expectativas e apresentação do recurso.
Visionamento: (des)construção analítico-reflexiva do recurso, acompanhada de grelha(s) de visionamento.
Pós-visionamento: mobilização de conhecimentos adquiridos noutros contextos para aferição-consolidação-sistematização de aprendizagens (produção de trabalhos). 

Portanto, a exploração da imagem e dos memes, em contexto educativo, potencia o desenvolvimento de múltiplas competências, para além de um olhar crítico sobre a mundividência contemporânea. Espera-se, assim, que a integração destes recursos no ensino e na aprendizagem reconfigurem a sala de aula, transformando-a num ambiente moderno e integrador, visando aprendizagens significativas.


Saudações Digit@is!

O que são memes?

O criador do conceito Meme, Richard Dawkins, explica a origem deste fenómeno viral.

Memes Star Wars



segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

TEMA III - Integração das TIC na BE: laboratórios para novas aprendizagens

Biblioteca Escolar: o Futuro é Hoje!



A globalização cultural e tecnológica marca, profundamente, o acesso e a produção do conhecimento. A Biblioteca Escolar (BE), enquanto laboratório de multiliteracias, confronta-se, diariamente, com essas mudanças. Os alunos da era moderna demandam, hoje, a BE do Futuro.

É inegável e consensual o contributo das BE para o desenvolvimento das literacias da leitura, dos media e da informação, sendo muitos os que se pronunciam sobre a BE do Futuro.
Independentemente do modelo preconizado, considero que a BE do Futuro é aquela que, no contexto da sua época, sabe desenhar a sua linha de ação estratégica, fundamentalmente, numa tripla dimensionalidade: as pessoas, a coleção e os recursos materiais e tecnológicos.
As pessoas são o seu principal enfoque, dispondo a BE de uma equipa multidisciplinar e competente, liderada por um professor bibliotecário especializado e visionário, que comunica e trabalha colaborativamente com pares, a sala de aula e outros parceiros educativos, quer em presença quer a distância, em prol de um objetivo comum: dotar o aluno do século XXI de conhecimentos e competências que lhe permitam obter sucesso escolar e singrar na vida. 
O desenvolvimento curricular e integral do aluno passa pela disponibilização de uma coleção híbrida (física e com maior incidência no digital), atualizada e ampliada continuamente pela cibercultura e pelos contributos dos vários agentes educativos, de forma a corresponder às necessidades e expectativas individuais e coletivas. 
Além disso, a BE terá de continuar a apostar em recursos materiais e tecnológicos, diversificados, manipuláveis e partilháveis, que possibilitem a reconfiguração do seu macroespaço em microespaços, a criação de ecossistemas de novas aprendizagens para os alunos e a modernização de práticas pedagógicas para os professores. 
Neste sentido, a BE do Futuro é aquela que, hoje, interpreta os sinais da hipermodernidade, acompanha as mudanças societais e trilha um caminho para a modernização da sua organização, gestão e dinâmica. É aquela que, hoje, assume as suas responsabilidades educativas, (in)formativas e éticas.  É aquela que, hoje, se autopromove em ambientes reais e virtuais e se interconecta com comunidades de aprendizagem do ciberespaço. É aquela que, hoje, avalia e monitoriza com regularidade o seu impacto. Em suma, é aquela que, hoje, tem consciência clara do que esperam dela: inovação, qualidade e excelência. 
Bom Ano Novo!🎉